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Vetnil apoia Dia Nacional do Atleta Paralímpico com história de sucesso

21 de setembro de 2019

O paratleta sobre rodas Paulo Cesar dos Santos, conhecido como ‘Jatobá’, é campeão nos âmbitos paulista, nacional e sulamericano.  Pelo CAD – Clube Amigos dos Deficientes São José do Rio Preto –, entidade a qual é um dos idealizadores, é bicampeão e também campeão sulamericano

A Vetnil, uma das maiores empresas brasileiras do setor veterinário, celebra o ‘Dia Nacional do Atleta Paralímpico’, comemorado em 22 de setembro, destacando a importância do esporte para esses atletas que possuem histórias de sucesso e superação, com vitórias expressivas no Brasil e no mundo.

Desde 2004, a Vetnil contribui com o CAD – Clube Amigos dos Deficientes, instituição filantrópica com unidades nas cidades paulistas de Louveira, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Cada unidade tem seu próprio time de basquete sobre rodas, que, aliás, estão entre os melhores do País. Vera Godoi Ribeiro, presidente da Vetnil, é também uma das fundadoras da entidade.

“Patrocinamos a instituição como parte das iniciativas de responsabilidade social. Temos muito orgulho de incentivar um esporte tão bonito, de contribuir para a evolução desses atletas, que possuem tantas lições de superação. Sempre que posso, acompanho os jogos do CAD pelo Brasil, inclusive, viajando em companhia dos atletas e das delegações de cada cidade”, declara a executiva.

Uma das histórias de destaque é de Paulo Cesar dos Santos, conhecido como ‘Jatobá’. Ele é tricampeão brasileiro de basquete sobre rodas, sendo uma vez pela equipe de Cubatão e duas vezes pelo CAD São José do Rio Preto. É campeão sul-americano, também pelo CAD São José do Rio Preto, considerado MVP (jogador mais valioso) do campeonato, tetra campeão sulamericano pela Seleção Brasileira e conquistou cinco vezes o campeonato paulista de basquete sobre rodas.

Superação

A trajetória de ‘Jatobá’ se funde com a do CAD. Para ele, os desafios foram superados porque contou com o apoio da família, além da paixão pelo esporte que fez parte de toda sua vida.

Desde criança, o esporte já fazia parte de sua rotina. ‘Jatobá’ – torcedor do Santos – já jogava futebol, quando aos 10 anos foi atingido acidentalmente por uma arma de fogo, quando seu primo mostrava a ele, causando a paraplegia. No entanto, sempre foi incentivado pela família a não se bloquear pela falta de movimento nas pernas e aproveitou a infância normalmente. Embora, na década de 80, não existissem leis que defendiam claramente a cidadania da pessoa com deficiência e tampouco a acessibilidade encontrada em muitos ambientes de lazer hoje em dia.
Apesar de levar uma vida social normal, ‘Jatobá’ conta que quando aconteceu o acidente, seu pai também estava impossibilitado de trabalhar porque havia sofrido um AVC – Acidente Vascular Cerebral – e sua mãe, Dona Creusa, ficou responsável pelo sustento da casa e a educação dos filhos. “Ela mostrou que a deficiência não seria um impedimento para a minha produtividade. Isso refletiu na minha maneira de encarar as limitações com o sorriso fácil nos lábios e contribuiu para que eu fosse aceito em todos os ambientes frequentados, seja nas rodas de amigos, no esporte ou na escola”, complementa o paratleta.

Entre 1997 e 2000, ‘Jatobá’ jogou em Cubatão. “Voltei para São José do Rio Preto em 2003 e, no ano seguinte, conheci a Dona Vera, fundadora da Vetnil, quando iniciamos as atividades do CAD. Hoje, contamos com várias modalidades, como atletismo, natação, ciclismo com um atleta, bocha, além de um projeto chamado Integração, uma parceria com a prefeitura do município para melhorar a qualidade de vida de pessoas deficientes que não querem se tornar atletas”, diz Jatobá.

Sucesso sobre rodas

Apesar dos desafios, Jatobá afirma que o esporte permitiu a sua reabilitação social e psicológica, além de ser um agente transformador para as pessoas. “É incrível a mudança que ocorre no comportamento dos cadeirantes ao chegarem ao Clube Amigos dos Deficientes. No início, os pais entram empurrando as cadeiras de rodas. Após um mês, já conquistam autonomia, entram e saem de transportes públicos sem a companhia de alguém e até vão morar sozinhos”, comemora.

Por isso, o dia 22 de setembro representa para ele muitas vitórias e é fruto de muita luta. Jatobá lembra que hoje, aos 46 anos, ou seja, 20 anos depois do acidente que o deixou paraplégico, que tanto ele quanto os demais paratletas podem contar com um Comitê Paralímpico, uma Confederação Brasileira de Basquete Paralímpico, além de cadeiras mais modernas, tecnológicas, muito mais leves e bem mais acessíveis comparadas às que havia no passado.

O paratleta participou do Parapan-Americanos Lima em 2019, no início de setembro, com a seleção brasileira, contra Porto Rico, num placar de 68 X 47, o que classificou o Brasil em 5º lugar. “Infelizmente não conseguimos classificação para os jogos paralímpicos de Tóquio em 2020, mas faz parte do esporte”, conclui Jatobá.

Mais sobre a trajetória de ‘Jatobá’:

– Iniciou a prática com 15 para 16 anos na equipe da ADFISA de Santos;

– Aos 18 já ganhava o título de cestinha do Campeonato Paulista;

– Considerado um dos melhores atleta do Campeonato Paulista e do Brasileiro;

– Aos 20 estava na Seleção Brasileira e lá figura até hoje, ainda tido como um dos melhores atletas brasileiros;

– Passou pelas equipes ACDDPD de Cubatão sendo Penta-Campeão Paulista nos anos de 1991-1995;

– AEDREHC do Hospital das Clínicas da capital de São Paulo;

– Em 1997 foi para São José do Rio Preto para a equipe da extinta ARDEF permanecendo até 2001, onde colecionou inúmeros títulos individuais e coletivos, inclusive internacionais;

– Voltou a jogar em São Paulo a convite da ADD/Magic Hands.

Sobre o CAD

Fundado em 2004 por um grupo de amigos, o CAD é uma instituição sem fins lucrativos que tem por objetivo proporcionar o desenvolvimento da Pessoa com Deficiência na sociedade por meio do esporte adaptado, facilitando o resgate da autoestima e de sua integração e inclusão social.  O CAD, através do esporte adaptado, atividades sociais e atividades voltadas para a saúde, possibilita a reabilitação física, psicológica e social da Pessoa com Deficiência.

Para essas pessoas, praticar um esporte, integrar uma equipe, disputar um campeonato, significa garra, força para superar todos os seus limites e romper todas as expectativas. Significa viver. Ser útil. Ser um cidadão e parte atuante da sociedade.