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No Dia Internacional do Cão Guia a Vetnil reforça a importância do treinamento de cães-guias

24 de abril de 2019

A empresa apoia iniciativas de instituições que têm o objetivo de oferecer bem-estar e segurança para deficientes visuais por meio de cães guias

Em 24 de abril é comemorado o Dia Internacional do Cão Guia. Uma homenagem a estes animais especiais que têm a missão de conduzir com segurança as pessoas com problemas visuais, de baixo ou alto grau de comprometimento. O último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o Brasil tem 6,5 milhões de pessoas deficientes visuais. Desse total, apenas 2% possui cão guia, representando aproximadamente 530 mil deficientes visuais.

A Vetnil, referência no segmento de Medicina Veterinária, alerta para a importância de ampliar o número de cães guias para atender a essas pessoas e ajudá-las a ter uma melhora na qualidade de vida. Além de melhorar a locomoção, o cão-guia auxilia na sociabilização da pessoa que tem graves problemas de visão, permitindo uma interação com seu ambiente de forma mais autônoma e segura. Segundo informações de instituições e associações importantes que treinam esses fiéis amigos, adestrar bem um cão guia requer um longo período de treinamento e adaptação à rotina do novo dono. As raças mais utilizadas para essa tarefa são Labrador e Golden Retriever.

O período de treinamento de um cão-guia é longo. Em geral é feito em três etapas: sociabilização, treinamento e instrução. Na primeira fase, a sociabilização, filhotes com dois meses de vida são selecionados e adotados por famílias voluntárias, que irão ensiná-los, com a supervisão de um instrutor, a conviver em sociedade e frequentar ambientes privados e coletivos. Na etapa de treinamento, que se inicia entre um ano e um ano e meio de idade, os cães retornam para a escola de adestramento, onde passam de quatro a seis meses com um treinador que tem a missão de transformá-los em cães-guia. Na última fase, a Instrução, que dura de três a cinco semanas, o deficiente visual convive com o cão-guia e o treinador para criar e estreitar o vínculo entre eles. Este processo é finalizado quando o cão tem entre um ano e meio e dois anos de idade.

A legislação brasileira garante às pessoas deficientes visuais o livre acesso a lugares públicos. Conforme a lei

11.126/05, também conhecida como a Lei do Cão-Guia, a pessoa com deficiência visual usuária de cão-guia tem o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo em todo o território brasileiro.

Segundo Fernanda Cioffetti Marques, médica veterinária e gerente de Marketing da Vetnil, é importante conscientizar as pessoas que quando um cão guia está ‘trabalhando’, ou seja, desempenhando o seu papel de guiar um deficiente visual, não devem alimentar e nem desviar a atenção do animal. “As pessoas devem ter bom senso e sempre consultar o condutor se podem ou não interagir com o animal. Um descuido ou um desvio de atenção do cão guia pode ocasionar problemas e até acidentes”, alerta.

Seguem algumas dicas de como lidar com um cão-guia: (*)

1 – Não chame a atenção do cão-guia. É importante lembrar que ele está trabalhando e não se encontra na posição de um bichinho de estimação naquele momento;

2 – Não o toque e nem o acaricie enquanto ele estiver usando o peitoral com alça de trabalho. O animal pode se distrair e acabar causando algum acidente com a pessoa com deficiência visual;

3 – É preciso que os tutores de cães de estimação controlem seus animais, utilizem coleiras e, de preferência, fiquem afastados dos cães-guias. Caso contrário, ele poderá acabar perdendo o foco de sua atividade principal;

4 – Nunca ofereça alimentos ao cão-guia. Ele tem horário certo para comer e certamente estará bem alimentado pelo seu tutor;

5 – Fale sempre com a pessoa com deficiência visual primeiro e nunca diretamente com o cão-guia. Já que ele sabe que alguém poderá distrai-lo, e só permitirá a intervenção, caso o cão não esteja a trabalho;

6 – Caso alguma pessoa com deficiência visual peça ajuda, o ideal é aproximar-se pelo lado direito dele, de maneira que seu cão-guia fique à esquerda;

7 – Se por ventura a pessoa com deficiência visual aceitar ajuda, ela irá pedir para que você ofereça seu cotovelo esquerdo. Neste caso, usará um comando para indicar ao cão-guia que ele estará temporariamente fora de serviço;

8 – Ao passar informações para a pessoa com deficiência visual, é preciso indicar com clareza o sentido em que se deve dobrar ou seguir para chegar ao local, assim ele poderá passar a rota ao cão;

9 – Não pegue o braço de uma pessoa com deficiência visual que está acompanhado de um cão-guia, sem antes conversar. Muito menos toque na guia do animal, pois a mesma é só para uso do seu tutor;

10 – O cão-guia foi treinado e está habituado a viajar tanto dentro como fora do país, em todos os meios de transporte, acomodado aos pés do seu tutor, sem atrapalhar os passageiros;

11 – Os cães-guia são capacitados para entrar e permanecer  junto aos seu tutores em todos os tipos de estabelecimentos, tanto de saúde como em lojas, restaurantes, supermercados, cafeterias, cinemas, teatros, centros de estudo ou trabalho, sem causar alterações no funcionamento dos locais e nem incomodar os funcionários ou o público;

12 – Devido ao treinamento que recebem, os cães-guias estão capacitados para exercer suas funções e nunca vagam pelos recintos. Eles têm o mesmo direito de gozar de livre acesso a todos os locais públicos como seus tutores.

(*) Fonte Instituto Magnus: https://www.institutomagnus.org/blog/voce-sabe-a-maneira-correta-de-lidar-com-um-cao-guia